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Paranapiacaba é repleta de misterios, um lugar sinistro… a Silent Hill brasileira. Um lugar com várias lendas e histórias de fantasmas, avistamentos de luzes no mato, desaparecimentos, etc.

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Paranapiacaba é um distrito do município de Santo André, que fica no estado de São Paulo. Começou como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, companhia que operava a estrada de ferro que realizava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos e vice-versa.

A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela, primeiramente, serviu como transporte de passageiros; também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, foi inaugurada a Estação do Alto da Serra, que, mais tarde, seria denominada Paranapiacaba.

Dr. Mistério em Paranapiacaba

Ao chegarmos ao local, parece que viajamos para o passado, é uma sensação estranha como se estivéssemos em um “universo paralelo”. Sem contar, a neblina que aparece todas as tardes – afinal, fica próxima à Serra do Mar, tudo isso torna o lugar um cenário perfeito para um filme de terror.  Apesar de Paranapiacaba se destacar por conta de seus atrativos turísticos como a Igreja Bom Jesus de Paranapiacaba e o Museu do Castelo; o cenário ambiental e ecológico é um show a parte, pois a Vila tem o privilégio de abrigar nascentes de rios de águas cristalinas, e diversidades de espécies da Mata Atlântica que envolve toda a Vila, que inclusive fazem parte do Parque Nacional da Serra do Mar. Mas Paranapiacaba é famosa também por sua fama de má assombrada, Histórias de fantasmas se manifestam no clima turístico de Paranapiacaba. Existem muitas Histórias apavorantes de Paranapiacaba, que já foi ate tema de reportagens de tv.

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Dr. Mistério e o portal Burn em Paranapiacaba

Não é raro encontrar um morador que narre casos de arrepiar turistas. E são essas histórias, que se acumulam com o tempo, que começam a incentivar uma ainda incipiente produção cultural. Alguns moradores dizem que fantasmas circulam à noite no Castelinho, atual museu. Dizem que um trem-fantasma sobe o 13º túnel na serra. A Vila e seus mistérios inspira arte, livro e filmes.

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Dona Francisca Cavalcanti de Araújo, 73 anos, moradora e artesã da Vila, também é escritora. Seus poemas compõem o livro Minha Querida Paranapiacaba, Dona Francisca é autora de algumas lendas. Vamos para algumas dessas lendas, contadas pro dona Francisca e outros moradores:

8 casos de fantasmas em Paranapiacaba

Pau da Missa

Quando os ingleses viviam na Vila, eram de maioria religiosa protestante e anglicana. Na parte alta ficava (ainda fica) a igreja católica Bom Jesus de Paranapiacaba. Para anunciar cerimônias, procissões, missas de sétimo dia e cortejos fúnebres aos moradores católicos da parte baixa, o padre usava uma árvore conhecida como Pau da Missa. O costume continua, na mesma árvore. Diz a lenda que se alguém bater três vezes à meia-noite nesta árvore verá o espectro da pessoa que morreu cujo nome está anunciado no Pau da Missa.

Caminho do Mens

A rota mais curta que liga a vila Martin Smith (parte nova) à parte velha passa atrás do Castelinho. É o caminho do Mens (homenagem ao engenheiro Frederic Mens). Moradores recomendam não usá-la. Mas se tiver de fazê-lo, convém subir cantando, para que um espectro assustador não o assombre.

Homem com Capa preta

O caminho do hospital velho deve ser evitado pelas crianças no período noturno. É lá que age o bicho-papão da Vila. Um homem – ou espírito – de capa preta aterroriza por ali e carrega os pequenos para fazer maldades. É uma história contada pelos moradores mais velhos.

Homem de chapéu

O Lira Serrano é palco de mais histórias extraordinárias. Há pouco tempo, funcionários da secretaria do clube haviam encerrado seu trabalho administrativo e fechado as portas, parando do lado de fora para conversar antes de ir embora. Já era tarde da noite quando um deles avistou um homem alto, usando chapelão e todo vestido de preto parado na janela do clube. Os outros também viram e abriram a porta para ver quem estava lá…mas não havia ninguém.

O Espectro

Som de passos, madeira rangendo e ruídos de louça precedem a aparição de um espectro, alto, no Castelinho, hoje museu e antiga residência do engenheiro-chefe, Daniel Fox, um homem que media mais de 2 m de altura. Ele costumava descer as escadarias para tomar café na cozinha da casa. Ao que parece, o espectro manteria o mesmo hábito – inclusive o – para lá de britânico – de assombrar castelos.

Trem-fantasma

Na serra, entre o quarto e o quinto patamar da ferrovia, seria possível ouvir à noite ruídos de locomotivas e gritos das pessoas que morreram em acidentes durante a construção do sistema funicular. Diz a lenda que à noite também é possível ouvir o som de uma locomotiva cuja caldeira explodiu, além da sensação de deslocamento do ar por causa da passagem da composição no 13º túnel do trajeto.

Dama no Lira

No passado, o Clube União Lira Serrano foi palco de bailes e recepções a barões do café que paravam em Paranapiacaba quando viajavam do interior de São Paulo para Santos. Com o fim dos grandes bailes, vigias noturnos teriam visto uma mulher (a tal dama) dançando sozinha no salão vazio – com as portas do clube trancadas – enquanto a pintura de uma distinta senhora pendurada na parede do clube desaparecia. Ao fim da dança, quando a dama sumia, o quadro voltava ao normal.

Trilha do Curupira

Numa terça-feira quatro jovens da Vila pensaram ter descoberto uma cachoeira na mata. No dia seguinte, voltaram equipados para explorar o local. Andaram muito, mas nada. Ouviram batuques de tambor e um deles percebeu algo no mato atrás deles. Correram, caíram e se esconderam: podia ser uma onça. Ao chegar na Vila, durante a Semana do Folclore, descobriram que o dia seguinte, quarta-feira, era do Curupira, ser mitológico que judia dos que invadem a mata com más intenções.

Mas os fantasmas não estão restritos apenas aos pontos turisticos, eles também assolam algumas casas, das mais variadas maneiras. Pessoas dizem que já viram Vultos passando pelos cômodos, fechando portas, causando barulhos. O programa Balanço Geral (Record) até fez uma reportagem sobre um quadro sinistro que se movia sozinho. A Liga (Band) também esteve lá, com uma equipe paranormal

E voce o que acha? Se curte um lugar sinistro e ao mesmo tempo encantador, não deixe de visitar Paranapiacaba, mas cuidado…à noite coisas estranhas podem acontecer…

Fonte: Diário do Grande ABC

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