COMPARTILHAR

Olá Amigos do Bigode Nerd, hoje vamos trazer mais um capítulo da nossa Série “Cidades Fantasmas”.
Hoje trazemos para vocês a cidade de Fukushima, a mais nova cidade Fantasma do Globo Terrestre.

Acomodem-se em suas poltronas e cadeiras e boa leitura!


Fukushima

É uma província do Japão localizada na região de Tohoku, na ilha de Honshu.


História

A província de Fukushima pertencia à província histórica de Mutsu. Esta região do Japão é também conhecida como Michinoku ou Ōshū.

Acredita-se que os primeiros habitantes de Fukushima tenham se estabelecido há mais de 100 mil anos, embora as evidencias mais concretas surjam apenas a partir de 10 mil anos atrás.

A Barreira Shirakawa a Bareira Nakoso foram construídas por volta do século V para proteger o Japão civilizado dos bárbaros do norte. Fukushima tornou-se a província de Mutsu depois que a Reforma Taika ocorreu em 646.

Yoritoshi Matsudaira

A região começou a ganhar importância nos séculos IX a XII como um dos centros da cultura budista. Vários templos de Fukushima foram erguidos nesta época. No século XII, com o inicio do governo controlado pela casta dos guerreiros, estabeleceram-se às primeiras famílias (Ashina, Date e Soma) de guerreiros a controlar a região. Mas tal domínio durou pouco. A guerra civil que varreu o Japão nos séculos 15 e 16 mudou o panorama do poder e Fukushima ficou sob controle de vários lordes, até que, com a ascensão dos Tokugawa ao poder, a família do Xogum colocou dois de seus membros na região, especificamente em Aizu e Shirakawa, para controlar todo o nordeste do pais.

Em particular, a família Matsudaira do feudo de Aizu foi sempre um aliado do Xogum até a sua queda em 1868 por causa da Restauração Meiji, marcada por incontáveis tragédias, como a do Byakkotai, a Tropa do Tigre Branco. Depois desse período turbulento, o governo Meiji dividiu a região em três províncias (Fukushima, Wakamatsu e Iwasaki), que depois foram aglutinadas e deram origem à atual de Fukushima. Atualmente, a província possui uma economia em expansão, aliando a modernidade das duas industrias de ponta com a tradição da sua cultura.

Tumbas da Família Matsudaira

 

Terremoto de 2011 e Acidente Nuclear em Fukushima I

 

Reator de Fukushima no momento da explosão

Foi um desastre nuclear na Central Nuclear de Fukushima I em 11 de março de 2011, sendo o resultado de um derretimento de três dos seis reatores nucleares da usina. A falha ocorreu quando a usina foi atingida por um tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9,0. A usina começou a liberar quantidades significativas de material radioativo em 12 de março, tornando-se o maior desastre nuclear desde o acidente nuclear de Chernobyl, em abril de 1986, e o segundo (depois de Chernobyl) a chegar ao nível 7 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, inicialmente liberando cerca de 10-30% da radiação do incidente anterior. Em agosto de 2013, uma enorme quantidade de água radioativa foi um dos problemas mais urgentes que afetam o processo de limpeza do local, que deve durar décadas. Houve contínuos vazamentos de água contaminada na usina e alguns no mar. Trabalhadores da fábrica estão a tentar reduzir os vazamentos através de algumas medidas, como a construção de muros subterrâneos químicos, mas eles ainda não têm melhorado significativamente a situação.

Embora nenhuma morte por exposição à radiação tenha sido relatada, cerca de 300 mil pessoas foram evacuadas da área, 15.884 (em 10 de fevereiro de 2014) de pessoas morreram devido ao terremoto e tsunami e (em agosto de 2013) aproximadamente 1.600 mortes foram relacionadas às condições de evacuação, como viver em habitações temporárias. A causa exata da maioria dessas mortes relacionadas a evacuação foram especificadas porque isso seria um obstáculo à aplicação de uma compensação financeira aos parentes dos falecidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que desalojados foram expostos a radiação pouco a pouco, por isso estes efeitos estão provavelmente abaixo dos níveis detectáveis​, sendo o risco de desenvolvimento de câncer por radiação extremamente pequeno para a maior parte dos afetados e principalmente limitado para aqueles que viviam mais próximos da usina nuclear.

A Comissão de Investigação Independente do Acidente Nuclear de Fukushima considerou que o desastre nuclear foi “artificial” e que suas causas diretas eram todas previsíveis. O relatório também descobriu que a usina era incapaz de aguentar o terremoto e o tsunami. Um estudo separado feito por pesquisadores da Universidade de Stanford descobriu que as usinas japonesas operadas pelas maiores empresas de serviços públicos eram particularmente desprotegidas contra possíveis tsunamis.


 

Finalizando

Fukushima é uma cidade que parou no tempo, pois foi deixada intocada após a evacuação. O Google Street View esteve lá e nos revelou a real situação local: ruas rachadas, casas abandonadas e destruídas, muito entulho acumulado pelas ruas, carros deixados pra trás, aliás, tudo foi deixado pra trás. Com medo da contaminação radioativa, os habitantes não pensaram duas vezes antes de escapar da possível tragédia.
Fukushima é um exemplo de abandono por contaminação radioativa e, como a região de Chernobyl, pode ficar pra sempre deserta. A natureza com certeza tomará tudo de volta…
Andar por Fukushima, além de perigoso, é emocionante. Causa medo e estranheza.
Confira as Imagens.

Fontes: Wikipedia & Lugares esquecidos.


 

Imagens


 

Vídeos


 

Bom amigos por ter sido um desastre recente, existem muitos vídeos e fotos e não podemos colocar mais se não a navegação de alguns de nossos leitores poderá ser afetada.

Se gostou da matéria Curta, Comente e Compartilhe.

Divulgue esta matéria.

Um forte abraço e até a próxima!

Comentários

Posts Relacionados

1 COMENTÁRIO

  1. […] Há algumas cartas que possuem fatos que já aconteceram como a carta “Terrorist Nuke” e “Pentagon” que fala sobre o 11 de setembro, a carta “Joggers” que fala sobre o Atentado em Boston, a carta “Oil Spill” que fala sobre o vazamento de óleo no Golfo do México , a carta “Combined Disasters” que fala sobre o Acidente Nuclear de Fukushima. […]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreva seu comentário
Por favor coloque seu nome aqui